Homens com mais de 40 anos de idade, com um historial clínico de excesso de peso e hipertensão arterial, são doentes de risco. Inconstante, agitado e pouco reparador são alguns dos adjectivos que melhor definem o sono de 12% da população adulta portuguesa, cerca de 800 mil pessoas, a esmagadora maioria do sexo masculino. O diagnóstico de apneia do sono-paragem involuntária da respiração-chega frequentemente por indicação que o leva á consulta e sabe de cor os sintomas alheios. Há uma prevalencia de dez a 12 por centro na população adulta, a partir dos 40 anos de idade, sobretudo do sexo masculino, já que existem nove homens afectados para uma mulher garante a pneumologista Pilar Rente. São doentes que tem um sono desorganizado e que acordam com uma sensação de cansaço que se mantém ao longo do dia. Temos situações de doentes que adormecem em plena actividade a conversar, a comer, a conduzir. É uma causa frequente de acidente de viação alerta a directora da Clínica do Sono , em Lisboa. A apneia do sono é uma doença que não só leva a sintomatologia incapacitante ao longo do tempo, como também a complicações cardíacas. É hoje em dia uma das causas mais frequentes de hipertensão arterial não controlada. Um homem que tenha peso a mais , que ressone e que tenha hipertensão arterial é um doente de risco. Para tentar controlar este distúrbio do sono, é necessário ter alguns cuidados, nomeadamente na toma de medicação como hipnóticos e ansiolíticos. Ao tomarem os medicamentos, as pessoas podem ter sono mais constante, mas, seguramente, vão agravar as apneias, as paragens na respiração, com roncos mais fortes concluiu.
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