terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mistura de ozono trata hérnia discal.

Tratamento não necessita de anestesia geral e não implica a remoção do disco. O internamente é de um dia. É um tratamento inovador em Portugal para as hérnias dos discos intervertebrais (hérnia discal). Desde há um ano que o Hospital da Lapa, no Porto, é a principal unidade hospitalar do norte do País a tratar a hérnia discal com uma misturada de ozono. Chama-se nucleólise do disco por mistura de ozono e é uma alternativa á cirurgia convencional (discectomia). Este tratamento pode ser realizado em pacientes com queixas de dor na coluna (com ou sem irradiação ao braço ou á perna), sem melhoria ao longo do tempo, com fraca resposta ao tratamento farmacológico e também naqueles que já foram operados. Os doentes ficam internados durante um dia, recuperam mais rapidamente e não necessitam de anestesia geral, nem de remover o disco (estrutura flexível, localizada entre os corpos das vértebras, que actua como uma almofada protectora permitindo os movimentos), como na cirurgia convencional. De acordo com vários estudos publicados, a taxa de sucesso varia entre 75% a 80%. E não impede a cirurgia, caso seja mesmo necessária. A técnica é feita sob controlo por imagem. Observo onde está a hérnia, delimito um trajecto e, após anestesia cutânea local, realizo a punção do disco com uma agulha fina. O ozono promove uma digestão do núcleo polposo do disco, que reduz de tamanho e/ou retorna á localização original, deixando de exercer pressão sobre as raízes nervosas e o doente deixa de ter dor, diz Pedro Nunnes, especialista em técnicas de intervenção minimamente invasivas na coluna do Hospital da Lapa.

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